Reabilitar o Hospital Militar de Belém (HMB) foi o tema central da conferência de imprensa realizada a 30 de junho, no Polo de Lisboa do Hospital das Forças Armadas. A proposta do projeto foi anunciada pelo Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, e pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), General João Cartaxo Alves.
Um dos mais emblemáticos imóveis históricos afetos à Defesa Nacional, o HMB integra o património arquitetónico nacional e tem uma longa tradição de apoio à saúde militar. A sua reabilitação pretende transformá-lo no novo Polo de Saúde Militar, preparado para responder aos desafios do presente e do futuro.
O projeto vai além da dimensão assistencial. Segundo o General CEMGFA, “a organização prevista para o Hospital Militar de Belém permitirá constituir uma reserva estratégica de capacidade hospitalar, também apta para ser ativada em situações de crise, emergência nacional, catástrofe, pandemia, ou conflito armado”.
O novo Polo de Saúde Militar acolherá duas valências essenciais: uma unidade de fisioterapia programada, dedicada à recuperação funcional dos utentes, e uma unidade de cuidados continuados, com cerca de 130 camas para internamentos de curta e média duração.
Para o Ministro da Defesa Nacional, “dignificar as Forças Armadas significa investir com grande transversalidade naquilo que são dimensões importantes”, uma vez que considera que a “saúde militar é um pilar fundamental relativamente ao qual cada militar tem muita atenção e valoriza particularmente”.
A reabilitação do antigo HMB, com uma execução estimada de 3 anos, revela, assim, um investimento simultâneo na capacidade operacional das Forças Armadas, na qualidade dos cuidados de saúde prestados e no reconhecimento de quem, todos os dias, defende o país.