"Os primeiros 25 anos do Século XXI evidenciaram reiteradamente
a necessidade de umas Forças Armadas prontas, credíveis e
tecnologicamente avançadas, capazes de atuar em ambientes
operacionais cada vez mais exigentes. Esta situação implica
um reforço sustentado das capacidades militares e um ajustamento
progressivo dos efetivos militares, em linha com as exigências
de defesa e os compromissos internacionais assumidos por
Portugal.
A evolução tecnológica, especialmente nos domínios da inteligência artificial, robótica, manufatura
aditiva, análise e fusão de dados e ciberdefesa, está a redefinir profundamente a condução das
operações militares. A integração destas capacidades em sistemas de comando e controlo
resilientes, interoperáveis e seguros será decisiva para assegurar vantagem operacional, em operações
multidomínio, garantindo a superioridade na tomada de decisão.
Não obstante a evolução da tecnologia, o fator humano continua a ser um vetor central de eficácia
militar. A formação, motivação e retenção de recursos humanos distintamente qualificados
tornam-se, assim, prioridades estratégicas. É fundamental garantir não só a atração de novos
talentos, mas também a preservação do conhecimento acumulado, evitando a sua perda e
assegurando a continuidade nas fileiras de militares com competências críticas, adquiridas com
anos de experiência.
Neste enquadramento, a construção de capacidades militares deve ser vista segundo um novo
PRISMA e assentar numa visão integrada e orientada para o longo prazo, numa perspetiva prospetiva
que antecipe a evolução das ameaças e das tecnologias, sob pena de os meios adquiridos se
tornarem rapidamente desajustados face às exigências operacionais. Importa, portanto, reconhecer
que o investimento em defesa, no presente, é um fator determinante para salvaguardar a
capacidade operacional futura"
O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas
João Cartaxo Alves
General
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