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Visão Estratégica Militar 2026-2034

​"Os primeiros 25 anos do Século XXI evidenciaram reiteradamente a necessidade de umas Forças Armadas prontas, credíveis e tecnologicamente avançadas, capazes de atuar em ambientes operacionais cada vez mais exigentes. Esta situação implica um reforço sustentado das capacidades militares e um ajustamento progressivo dos efetivos militares, em linha com as exigências de defesa e os compromissos internacionais assumidos por Portugal. 

A evolução tecnológica, especialmente nos domínios da inteligência artificial, robótica, manufatura aditiva, análise e fusão de dados e ciberdefesa, está a redefinir profundamente a condução das operações militares. A integração destas capacidades em sistemas de comando e controlo resilientes, interoperáveis e seguros será decisiva para assegurar vantagem operacional, em operações multidomínio, garantindo a superioridade na tomada de decisão. 

Não obstante a evolução da tecnologia, o fator humano continua a ser um vetor central de eficácia militar. A formação, motivação e retenção de recursos humanos distintamente qualificados tornam-se, assim, prioridades estratégicas. É fundamental garantir não só a atração de novos talentos, mas também a preservação do conhecimento acumulado, evitando a sua perda e assegurando a continuidade nas fileiras de militares com competências críticas, adquiridas com anos de experiência. 

Neste enquadramento, a construção de capacidades militares deve ser vista segundo um novo PRISMA e assentar numa visão integrada e orientada para o longo prazo, numa perspetiva prospetiva que antecipe a evolução das ameaças e das tecnologias, sob pena de os meios adquiridos se tornarem rapidamente desajustados face às exigências operacionais. Importa, portanto, reconhecer que o investimento em defesa, no presente, é um fator determinante para salvaguardar a capacidade operacional futura"


O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas

João Cartaxo Alves

General


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Data de Atualização: 07 de setembro de 2026