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Açores chamados a assumir nova centralidade estratégica

15 de julho de 2026

O Instituto Universitário Militar (IUM) acolheu, no dia 14 e 15 de julho, o seminário que aprofundou o tema “A Nova Centralidade dos Açores: Perspetiva Estratégico Militar”. O evento juntou diversas entidades militares e civis, destacando-se a participação do Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, o Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), o General João Cartaxo Alves, e o Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro. ​​​

O Comandante do IUM, o Vice-Almirante José António Vizinha Mirones, abriu o painel explicando os motivos que estiveram na base da escolha do tema. Ao longo do processo, “os Açores surgiram como pano de fundo, sempre presentes, mas nem sempre objeto de análise aprofundada”. Com este debate, o IUM procurou contrariar a tendência, defendendo que o Arquipélago deve ocupar um “primeiro plano” atendendo à “importância estratégica”.  

A relevância deste território foi também destacada pelo Presidente do Governo Regional dos Açores. José Manuel Bolieiro afirmou que o Arquipélago pode destacar-se, nos próximos anos, como um território de “soberania, inovação e desenvolvimento económico”. Numa primeira fase, considera importante assumir a “ousadia da dimensão do nosso território” inserido no contexto europeu e no mundo e definir uma estratégia para esse objetivo.  

No segundo dia, o evento iniciou-se com a participação do CEMGFA que defendeu que quando se fala “na nova centralidade dos Açores, isso não significa que tenham trocado de lugar. A forma como vemos os Açores no Atlântico é que tem vindo a mudar”. A posição geográfica “é rigorosamente a mesma, o que mudou foi o ambiente estratégico”. Por isso, o “Atlântico continua a ser essencial” e os Açores destacam-se como “pilar” nos objetivos das Forças Armadas. 

Já o Ministro da Defesa considerou que Portugal tem vindo a “sobressair” diante dos Aliados, como uma zona onde “passam as maiores rotas”, e “como a fronteira ocidental da NATO e da Europa”. Assim, os Açores assumem-se como “uma âncora que projeta Portugal pelo Atlântico dentro”. 

Recorde-se que o IUM tem como missão formar os Oficiais e Sargentos dos Quadros Permanentes das Forças Armadas e da Guarda Nacional Republicana, através de atividades de ensino, investigação e cooperação. A instituição prepara os formandos para o desempenho de funções de comando, direção, chefia e estado-maior, promovendo o desenvolvimento profissional e pessoal. ​


Data de Atualização: 16 de julho de 2026