As Forças Armadas apresentaram-se, esta manhã, ao Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, António José Seguro, com uma cerimónia militar realizada no Jardim da Liberdade, em Santarém.
Após a execução das honras militares regulamentares, o Presidente da República passou revista às forças em parada, num momento que evidenciou a ligação institucional aos três ramos — Marinha, Exército e Força Aérea. Seguiu-se uma homenagem aos militares falecidos ao serviço de Portugal, assinalada pela passagem de uma esquadrilha de aeronaves F-16M da Força Aérea.
Na sua intervenção, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General João Cartaxo Alves, sublinhou o elevado sentido de dever e lealdade da instituição, afirmando que as Forças Armadas se apresentam com “profundo sentido de honra” e que “sempre foram, são e serão fiéis a Portugal”, no cumprimento da missão constitucional. Destacou, ainda, o atual contexto internacional exigente, marcado por ameaças complexas, reforçando a necessidade de permanente adaptação e preparação, e garantindo que continuarão a cumprir as suas missões “com os sacrifícios necessários”, no respeito pela Constituição e pelos órgãos de soberania.
Por sua vez, o Presidente da República salientou que a força militar "não reside apenas na capacidade operacional, mas também na neutralidade política e no compromisso absoluto com os valores do Estado de Direito democrático”, acrescentando que a autoridade dos militares “decorre da confiança do povo, construída todos os dias com profissionalismo, integridade e sentido de serviço”.
Numa referência ao atual contexto geopolítico, o Chefe de Estado destacou que o mundo atravessa um período de incerteza e de novas ameaças, sublinhando a necessidade de adaptação das capacidades nacionais de defesa. Nesse sentido, garantiu que as Forças Armadas “podem contar com o meu total apoio no seu reforço e modernização”, enfatizando que “modernizar não é apenas adquirir meios, é também cuidar das nossas mulheres e homens ao serviço de Portugal”.
O Presidente da República destacou igualmente o contributo dos militares portugueses em missões internacionais e na resposta a situações de emergência no território nacional, evidenciando o seu papel essencial na promoção da segurança e da estabilidade.
A cerimónia terminou com o desfile das forças em parada e das forças equipadas para combate, integrando militares dos Fuzileiros da Marinha, das Operações Especiais, dos Comandos e dos Paraquedistas do Exército, bem como da Polícia Aérea da Força Aérea.
O momento final foi marcado por uma demonstração de salto em queda livre concretizada por cinco “Falcões Negros” do Exército, largados a partir de um helicóptero AW119 Koala da Força Aérea, que transportaram a Bandeira Nacional, simbolicamente entregue ao Comandante Supremo das Forças Armadas, como oferta institucional.
O evento ficou ainda marcado pela assinatura do livro de honra das Forças Armadas pelo Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas.