O Navio da República Portuguesa (NRP) Centauro, da Marinha Portuguesa, prestou apoio decisivo à operação de desencalhe do navio nigeriano Rehoboth, que se encontrava encalhado desde 20 de agosto no único cais de reabastecimento da ilha do Príncipe, em São Tomé e Príncipe.
Entre os dias 25 e 26 de agosto, a lancha de fiscalização portuguesa assegurou o transporte para a Região Autónoma do Príncipe (RAP) de pessoal especializado e de equipamento essencial às operações de desencalhe, numa missão que contribuiu diretamente para a recuperação da operacionalidade do cais.
A bordo do NRP Centauro seguiu um oficial mergulhador local, bem como bombas submersíveis destinadas à extração de água e cabos de reboque, equipamento crítico para a operação de desencalhe que ficou concluída a 27 de agosto.
A intervenção portuguesa permitiu responder de forma célere a uma situação com impacto direto no abastecimento e na atividade marítima da ilha do Príncipe, contribuindo para o restabelecimento da normalidade num dos seus principais pontos de apoio logístico.
A missão contou ainda com a participação dos quatro militares da Guarda-Costeira da República Democrática de São Tomé e Príncipe (RDSTP) que integram a guarnição do NRP Centauro. A sua participação constituiu uma oportunidade de reforço da experiência e das competências operacionais no mar, aliando a resposta a uma situação concreta de emergência à capacitação dos militares são-tomenses.
A operação decorreu no âmbito da Missão Portuguesa de Capacitação (MPC) em São Tomé e Príncipe, que está a decorrer através de uma força nacional destacada constituída por militares da Marinha Portuguesa e que tem como objetivo reforçar o contributo das Forças Armadas Portuguesas para a segurança marítima e para a resposta a situações de emergência na região.
A deslocação do NRP Centauro à RAP permitiu igualmente reforçar a presença naval portuguesa e aprofundar o conhecimento situacional marítimo na região, mantendo uma capacidade de resposta próxima e disponível perante eventuais contingências.
A intervenção evidencia o contributo concreto das Forças Armadas Portuguesas para a segurança e estabilidade marítimas em São Tomé e Príncipe, enquanto reforça os laços de cooperação entre os dois países.