O Navio da República Portuguesa (NRP) Álvares Cabral largou, esta quinta-feira, da Base Naval de Lisboa para a missão Iniciativa Mar Aberto 2026, destinada a reforçar a cooperação com os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e de outros países do Golfo da Guiné, no apoio ao desenvolvimento de capacidades de segurança marítima.
A missão, com duração de cerca de três meses, decorre até finais de outubro e inclui escalas em 15 países, onde serão desenvolvidas ações de cooperação, diplomacia naval e reforço das relações bilaterais, em apoio à política externa e de defesa nacional.
Com esta missão, Portugal cumpre com os compromissos internacionais assumidos no âmbito da CPLP e do Golfo da Guiné, contribuindo também para iniciativas de segurança cooperativa da União Europeia, no âmbito das Presenças Marítimas Coordenadas ao longo da costa ocidental africana.
Durante a missão, o navio participará ainda em atividades do projeto europeu SWAIMS (Support to West Africa Integrated Maritime Security), que visa fortalecer as capacidades das autoridades marítimas dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, através de ações de formação nas áreas da fiscalização marítima, operações de abordagem e recolha, preservação e conservação de meios de prova.
O NRP Álvares Cabral parte com até 195 militares embarcados, integrando a guarnição, equipas especializadas, uma equipa de projeção de força constituída por fuzileiros, elementos de apoio operacional e cadetes da Escola Naval.
A largada foi assinalada com uma cerimónia na Base Naval do Alfeite, presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Jorge Nobre de Sousa.
Criada em 2008, a Iniciativa Mar Aberto surgiu como resposta do Estado português aos desafios da segurança marítima no Golfo da Guiné, uma região que representa uma relevante importância geoeconómica para os Estados europeus. Sendo uma área geográfica essencial para o fluxo de matérias-primas e de energia, é também uma região com um considerável potencial de crescimento demográfico e económico, pelo que se verifica uma presença cada vez maior de atores globais e regionais na área. Não obstante a implementação de medidas por parte das autoridades locais, subsistem na região um conjunto de atividades ilícitas que ameaçam o desenvolvimento sustentável dos referidos Estados. Em resposta, e no quadro das orientações de Política Externa, Portugal, através da Marinha, tem empenhado meios navais em ações de Cooperação no Domínio da Defesa, no apoio ao desenvolvimento de capacidades de segurança marítima pelos Estados da África Ocidental.