A Marinha Portuguesa realizou, entre os dias 1 e 5 de setembro, em Cotonou, Benim, uma ação de formação conjunta com militares da Marinha Nacional do Benim, tendo como foco o reforço das competências na recolha, preservação e tratamento de prova em contexto marítimo.
Desenvolvida no quadro da missão “Iniciativa Mar Aberto 2026” e inserida no projeto SWAIMS (Support to West Africa Integrated Maritime Security), a formação realizada a bordo do Navio da República Portuguesa (NRP) Álvares Cabral contou com a participação de elementos do Destacamento de Abordagem da Marinha Portuguesa, um agente da Polícia Marítima e militares da Marinha Nacional do Benim.
Esta atividade combinou sessões teóricas e exercícios práticos destinados a capacitar os participantes para atuarem de forma eficaz durante ações de fiscalização, inspeção e abordagem de embarcações, garantindo o correto manuseamento de vestígios, documentos e outros elementos de prova relevantes para processos de investigação e aplicação da lei no domínio marítimo.
O treino contribuiu para o combate à pesca ilegal, ao tráfico de estupefacientes, ao contrabando e a outras formas de criminalidade marítima. A formação abordou igualmente a articulação entre as entidades com responsabilidades na segurança e fiscalização dos espaços marítimos.
No âmbito da escala do NRP Álvares Cabral em Cotonou, realizou-se a bordo um almoço protocolar que reuniu o Ministro Delegado da Defesa do Benim, Embaixador Gildas Agonkan, o Embaixador de Portugal no Benim, Paulo Santos, o Embaixador da União Europeia no Benim, Stéphane Mund, o Chefe do Estado-Maior da Marinha Nacional do Benim, Comandante Dossa Hounkpatin, e o Comandante do navio português, Capitão-de-Fragata Nelson Santos Martins. O encontro permitiu sublinhar a importância da cooperação bilateral e do fortalecimento das capacidades marítimas regionais, contribuindo para uma maior segurança e estabilidade no Golfo da Guiné.
O SWAIMS é um programa da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, financiado pela União Europeia, cuja execução foi atribuída a Portugal. O projeto é gerido e cofinanciado pelo Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., contando igualmente com o cofinanciamento do Ministério da Defesa Nacional, através da Direção-Geral de Política de Defesa Nacional, da Marinha Portuguesa e da Autoridade Marítima Nacional.